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Um cigarro depois e Coco antes de Chanel

October 26, 2009

avantchanel

“Coco Antes de Chanel” é uma bobagem, e Audrey Tautou deve ser uma chata de galocha, pelas entrevistas pretensiosíssimas que tem dado para divulgar o filme, se comparando à própria Chanel. Menos, Audrey… A obra cinematográfica mais à altura do visionarismo de Chanel (embora ela não apareça como personagem) continua sendo “O Ano Passado em Marienbad” (1961), filme do qual ela fez o figurino (leia aqui um post sobre o assunto). Mesmo assim, vamos lá, já está publicada no UOL a crítica de “Coco Antes…”. (Ah, adoro o fato de que no pôster brasileiro o cigarro na mão da estilista tenha sido substituído por uma caneta. Daqui a pouco, teremos de volta as bolinhas que correm atrás de partes pudendas…)

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Risonho… e límpido…

September 2, 2009

Em março deste ano, a cantora Vanusa, 61, foi convidada a cantar o hino nacional em evento da Assembleia Legislativa de São Paulo. O vídeo que registra a apresentação ganhou notoriedade no YouTube só agora. Nele, a cantora se perde entre os versos da música e na melodia, numa performance que levantou suspeitas de que ela estivesse bêbada durante a cerimônia.

A princípio, a cantora erra uma ou outra palavra e, a partir de um ponto, parece improvisar, encaixando aleatoriamente pedaços da letra a uma melodia que vagamente lembra o hino nacional. Na última terça (1º/9), Vanusa contou ao programa “Boa Tarde”, da Band, que, antes de ir para o evento, havia tomado remédio para labirintite, “calmante” e Neosaldina, depois de ter discutido com o filho Rafael (Rafael Vanucci, vencedor do reality “Casa dos Artistas”, do SBT, em 2002). O coquetel supostamente explicaria sua desorientação.

Com seus arranjos pomposos e tom épico, os hinos são feitos para conjurar sentimentos de patriotismo, honra, orgulho e afins. Neste caso, conforme testemunharam alguns no YouTube, provocou “vergonha”. Bobagem. Puro chauvinismo. Tentativas de interpretação “autoral” de hinos –de Jimi Hendrix a Fafá de Belém– nunca deram bons resultados. Nesse contexto, a versão de Vanusa até que é interessante, ainda que involuntariamente, pelo seu radicalismo, pela desconstrução caótica que faz dessa melodia e dessa letra que já se ouve como quem está surdo.

O hino nacional foi composto pelo maestro Francisco Manuel da Silva (1795-1865), fundador do Imperial Conservatório de Música, e a letra foi escolhida num concurso público, realizado no final do século 19, após a proclamação da república, em 1889. Os versos vencedores foram os do jornalista carioca Joaquim Osório Duque Estrada, que, neles, não poupou inversões e uso de vocabulário precioso, típicos do estilo parnasiano –o que não facilitou nada para Vanusa.

Nem para Fafá, primeira artista brasileira de sucesso a gravar o hino nacional em uma versão “interpretativa”, melosa, como se ele fosse uma balada romântica, em 1984, no calor da campanha das Diretas Já. Antes disso, durante os anos da ditadura no Brasil, valia a disposição da Lei 5.700, de 1º de setembro de 1971, sobre os símbolos nacionais, que proíbe a execução do hino em uma versão cantada que não a oficial, arranjada por Alberto Nepomuceno, e discrimina até o tom: fá maior.

Em tempo: Vanusa começou a carreira na jovem guarda, em meados dos anos 60, mas ficou famosa mesmo em 73, com “Manhãs de Setembro”, que trazia o verso “fui eu quem se fechou no muro e se guardou lá fora”. Em 75, gravou “Paralelas”, composição de outro personagem da música brasileira que esteve em evidência nas últimas semanas, Belchior, e que trazia o verso “no Corcovado, quem abre os braços sou eu”. Depois veio “Mudanças”, em 86, em que ela queria “deixar de ser menina, pra ser mulher”. Ou seja, tudo isso prova que não é de hoje que Vanusa tem experiência com versos complicados. O episódio com o hino só pode ter sido mesmo culpa dos remédios.

Abaixo, capa da revista “O Cruzeiro” de 1967 mostra Vanusa e o lutador de telecatch Ted Boy Marino. Na época, os dois integravam o elenco do programa “Adoráveis Trapalhões”, da TV Excelsior, ao lado de Ivon Cury, Dedé Santana e Renato Aragão, um embrião do que mais tarde viriam a ser “Os Trapalhões”.

Imagem: Reprodução

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Lo-Fi KiButz

August 27, 2009

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Acontece na galeria polinesia (com letra minúscula e sem acento), até o dia 26 de setembro, a exposição Lo-Fi KiButz, que reúne 12 artistas que produziram obras especialmente para o evento, em encontros promovidos pela galeria durante o mês de agosto. Participam da exposição Adriano Costa, Ana Mazzei, Antonio Farinaci, Carlos Issa, Cesar Trinca, Fabio Gurjão, Fernando Marques Penteado, Hugo Frasa, John Gall, Marcos Brias, Pedro Caetano e Tomas Malvicino. O vernissage é nesta quinta (27). Abaixo, uma página de “Bestiaaryo”, de Renata Castanho (alcunha da dupla Brias-Farinaci). Clique sobre a imagem para fazer o download do caderno completo (em “.pdf”).

Divulgação

Clique na imagem para baixar um "Bestiaaryo"

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Recheios proibidos

August 18, 2009

Tavez seja uma nova tendência culinária, os recheios proibidos. No sábado passado (15), a Polícia Militar de Campo Grande (MS) encontrou sanduíches de celular durante uma revista num presídio feminino. Na segunta (17), abobrinhas recheadas de cocaína foram apreendidas na República Dominicana.

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Espaço fechado…

August 15, 2009

A mais recente edição do programa “Espaço Aberto”, da Globonews (reprisado na manhã deste sábado), fez de tudo para enfocar a depressão como se ela fosse uma dor nas costas. Já na abertura do programa, a apresentadora Carla Lopes dizia que a depresão “se transformou em um dos males mais comuns da modernidade, e, segundo a Organização Mundial de Saúde, caminha para ser a segunda causa de incapacidade para o trabalho”. Bem pragmática.

Ana Luiza Camargo, psiquiatra do Hospital Albert Einstein, e Paulo Monzillo, neurologista da Santa Casa de São Paulo, passaram meia hora defendendo a tese de que a depressão é uma síndrome sistêmica, causada por condições físicas, como deficiências hormonais etc. Para Ana Luiza, a função das psicoterapias é ajudar o paciente a “aceitar sua condição” de deprimido. Para além disso, só os remédios.

Por que as mulheres são mais susceptíveis? “Isso é uma questão importante que não está resolvida. A gente sabe que tem uma situação hormonal envolvida. E possivelmente tem também uma questão de todo o arcabouço cerebral, de como funciona o nosso sistema nervoso central. Existem doenças que só acometem homens, doenças que só acometem mulheres”, evadiu a psiquiatra.

“Como prevenir a depressão?”. Sim, houve esta pergunta: “Como prevenir a depressão?”.

“Ser feliz. Existe uma dificuldade, muitas vezes, do ser humano, até por questões culturais e religiosas, de se sentir feliz”, respondeu o neurologista. Então, depressão é uma doença com causas ideológicas… “Quando não der para prevenir, é importante fazer o diagnóstico precoce, e sem preconceito”, encerrou Ana Luiza.

É a psicologia da paz, do amor e da flor: Sem preconceito de ser feliz… Como diria Didi Mocó: “Cuma?!”

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Canal penado

August 13, 2009

Em seu site oficial, o DEI (Discovery Enterprises International), empresa à qual pertence o Discovery Channel, propagandeia ser a empresa número um de “mídia não ficcional”, com mais de 1,5 bilhão de assinantes em todo o mundo. Mas os programas sobre casas mal assombradas (com títulos como “Almas Penadas” e “Caça Fantasmas”) com que o canal estufou sua programação fazem o telespectador se perguntar o que exatamente quer dizer “mídia não ficcional”. Isso sem contar outros programas suspeitos que já estiveram na grade da emissora, como uma série sobre paranormais que ajudam a polícia a solucionar crimes e outra sobre investigadores de disco voador. Muito estranho…

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Sapatão vende sapato?

August 12, 2009

Juliana Paes protagoniza mais uma vez a campanha dos calçados Arezzo, com direção artística de Giovanni Bianco. Dessa vez, Juliana, que é garota-propaganda da marca desde 2006, contou com a companhia de Cléo Pires, para fazer um ensaio fotográfico (de Gui Paganini) em clima “lesbian chic”, seja lá o que isso queira dizer. Uma coisa tipo: A gente ficou bem louca e se jogou na piscina de sapato e roupa. E daí, este blog quer saber: Essa campanha é um trocadilho? Sapatão vende sapato? E aproveita para sugerir uma campanha dos calçados Democrata com Reynaldo Gianecchini e Rodrigo Santoro na piscina. Não ia ser fofo?

Vote na enquete:

Abaixo, um vídeo do making of da sessão de fotos. E reparem se a Cléo não está cada vez mais a cara da Marina Lima…

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O direito do dinheiro

July 29, 2009

Divulgação

Essa aí é uma camiseta lançada por Marc Jacobs, em defesa, ele diz, do direito de casais homossexuais de oficializarem sua união e terem filhos. Uma causa louvável, claro.

E o slogan diz assim: “Pago meus impostos, quero meus direitos”…

E daí, não dá pra imaginar como alguém que tem um pensamento tão sofisticado para a moda possa ter um raciocínio tão simplório em termos de direitos humanos… O que é que pagar impostos tem a ver com o direito que cada um tem à liberdade de viver sua vida plenamente, casando-se com bem quiser, tendo ou não filhos? Vamos lá. Diz lá o artigo 1º da Declaração Universal dos Direitos do Homem: “Todos os homens nascem livres e iguais em dignidade e direitos (…)”. Todos, diz o artigo. E agora vem Marc Jacobs dizer que isso é só para quem paga impostos?

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Ordem alfabética

July 21, 2009

Imagem: Divulgação/WarnerBeau Brummell (1778-1840) foi um excepcional cavalheiro que privou da amizade íntima do príncipe regente George Augustus Frederick da Inglaterra, mais tarde rei George 4º. Brummell é considerado o pai do dandismo e precursor de um modo de se vestir que deu origem à idéia de elegância masculina que se tem hoje. Ele teria sido o primeiro a usar terno e gravata. Dizem que gastava cinco horas para se aprontar e aconselhava que se polisse as botas com champanhe.

Mais de um século após a sua morte, seu nome inspirou uma banda americana de São Francisco a se denominar The Beau Brummels. Descendentes da “Invasão Britânica”, o grupo escolheu o nome, no entanto, menos pela admiração ao pai dos dandys do que por “esperteza”, para ter seus discos agrupados logo depois dos dos Beatles nas lojas que os organizavam alfabeticamente.  O grupo atingiu algum sucesso no final dos anos 60 com hits como “Laugh, Laugh”, “Just a Little” e “You Tell me Why”.

Quem quiser pode baixar o disco “Triangle” (1967) dos Beau Brummels diretamente do site “1001 Discos para Ouvir antes de Morrer”.

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Alisabel

July 13, 2009

Uma mulher entrou furiosa num salão de cabeleireiros em Salvador, no último dia 9, e feriu oito ao atacar a suposta amante de seu marido com um produto químico –há quem diga que era alisante. Ela foi presa, e as outras foram pro hospital…
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