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São Paulo calma e serena…

January 25, 2011

Em 2003, a cantora Inezita Barroso comemorou 50 anos de carreira e esteve no UOL para uma longa entrevista em que falou da carreira e do disco que acabava de lançar pela gravadora Trama, “Hoje Lembrando”. Nascida no bairro da Barra Funda e uma das cantoras mais paulistanas que existe, Inezita relembrou sucessos e cantou “Lampião de Gás” (Zica Bergami), além de faixas do disco. O vídeo é esse aí em cima. Nestes 457 anos de São Paulo, ele serve de homenagem à cidade que a música chama de “calma e serena”…

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Leia abaixo a íntegra da reportagem publicada no UOL em 03/07/2003.

Inezita Barroso comemora 50 anos de carreira com “Hoje Lembrando”

da Redação

A cantora Inezita Barroso, 78, está comemorando meio século de carreira. Para marcar a data, ela acaba de lançar um novo disco, seu octagésimo, “Hoje Lembrando”, em que revisita algumas das pérolas de seu repertório.

Em entrevista a UOL Música, a cantora -que ficou famosa no início dos anos 50 com os sucessos “Moda da Pinga” e “Lampião de Gás”- falou sobre o novo CD, sobre suas pesquisas de folclore e gravou três clipes musicais exclusivos para a TV UOL.

“Alguns dos selos para que gravei, não existem mais, foram incorporados a outras gravadoras, e essas gravações saíram do mercado”, explicou a cantora. “Então, eu pensei, vou regravar essas músicas que todos me pedem e não acham -nem eu não acho”.

Para satisfazer sua legião de fãs, que lhe envia dezenas de cartas semanalmente, Inezita incluiu no CD algumas dessas “favoritas” do público, como “Tamba – Tajá” e “Maria Macambira”.

O título do disco remete a uma canção de Paulo Vanzolini, “Bem Iguais”, uma das duas únicas gravações inéditas de “Hoje Lembrando” (a outra é “Recompensa”, também de Vanzolini).

“Essa música diz umas três ou quatro vezes essa frase, ‘hoje lembrando’. Então o público pede por ‘Hoje Lembrando’, mas o Paulo não gosta, o título é ‘Bem Iguais'”, explica a cantora, brincando.

A cumplicidade se explica, o compositor e a cantora são amigos de longa data. Em 1953, no lado B do compacto que trazia “Moda da Pinga”, música que lançou a carreira da cantora nacionalmente, Inezita fez a primeira gravação de “Ronda”, primeiro sucesso de Vanzolini.

“O técnico do estúdio perguntou, ‘que música é essa?’, a gente disse, ‘é um samba paulista’. Ele ficou furioso e disse: ‘samba paulista? isso não existe!”, relembra Inezita.

Inezita lembrou ainda sua infância no bairro da Barra Funda, em São Paulo, onde era vizinha do poeta, músico e folclorista Mário de Andrade. “Eu e a minha prima patinávamos na calçada em frente à casa dele”, conta. “Exibidas!”, ri.

“Ele me inspirou muito. Eu cantei dele ‘Viola Quebrada’, uma de minhas primeiras gravações”, conta.

A cantora, que apresenta há 23 anos o programa “Viola, Minha Viola”, na TV Cultura, falou também sobre sua premiada participação na comédia “Mulher de Verdade”, de Alberto Cavalcante, em 1953: “Morri de rir com o prêmio. Eu fazia o papel de uma detenta que estava presa porque era bígama”.

[Clique aqui para assistir à entrevista na íntegra]

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Fantasias

January 22, 2011

Reprodução/Disney

Separadas por 60 anos, “Fantasia” (1940) e “Fantasia 2000” trazem o melhor e o pior do que já foi produzido pelos estúdios Disney. Clássicos como “O Aprendiz de Feiticeiro” e “A Dança das Horas” (foto), e aberrações como o segmento dedicado a “Tocata e Fuga em ré menor” de Bach e à “Ave Maria” de Schubert. Os dois filmes chegam juntos em DVD duplo. Veja mais no UOL.

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Roupa nova

January 14, 2011

O Brit Award antes e depois da intervenção de Vivienne Westwood

O Brit Award, prêmio mais prestigioso da indústria fonográfica inglesa, está de roupa nova. A estatueta que é entregue anualmente aos melhores da música pop na Inglaterra ganhou um “redesenho” da estilista britânica Vivienne Westwood.

O nome dos indicados ao prêmio foi anunciado nesta quinta (13). O rapper Tinie Tempah é o artista com maior número de indicações (em quatro categorias), seguido por Plan B, The XX e Mumford & Sons (três indicações cada). Todos esses artistas concorrem, juntamente com Take That, ao prêmio mais prestigioso, o de melhor disco do ano.

O prêmio será entregue numa cerimônia em Londres, no dia 15 de fevereiro.

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Princesas

January 7, 2011

Chega aos cinemas esta semana a 50a animação dos estúdios Disney, “Enrolados” (“Tangled”), baseado na “Rapunzel” dos irmãos Grimm. O filme lança a 10a “princesa” de conto de fadas da empresa, que se junta a uma galeria que já conta com Branca de Neve, a primeira delas, Cinderela, Aurora (“A Bela Adormecida”), Ariel (“A Pequena Sereia”) e outras. Leia reportagem completa no UOL.

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E assim se passaram 10 anos…

January 3, 2011

Michael Jackson em foto divulgada em 2005, por ocasião de sua prisão na Califórnia

“E assim se passaram 10 anos”, diz o bolero… Pois bem, UOL Música traz um especial com mais de 100 notícias que marcaram a primeira década do século 21. Osbournes, Aserejé, Napster, podcast e outras coisas que até parece que a gente nem lembrava mais… Veja aqui

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Evolução

December 30, 2010

Para encerrar o ano, o site “Hypebeast” traz uma história visual dos capacetes da dupla francesa Daft Punk, desde a época do primeiro disco, “Discovery” (2001), até os capacetes usados no filme “Tron – O Legado” (2010).

Vão lá ver…

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Poder e não poder

December 22, 2010

Não deixem de ler um ótimo texto do site do jornal francês “Le Monde” sobre a exposição “Retratos e Poder”, na Strozzina, ala dedicada a arte contemporânea do Palácio Strozzi, em Florença (clique aqui). Nele, o colunista Marc Lenot fala sobre a impotência dos fotógrafos de capturar a essência do poder em seus retratos de líderes mundiais. É uma visão perspicaz de como, incapazes de transpor a barreira do protocolo e revelar algo além do óbvio sobre figuras como Margareth Thatcher ou a rainha Elizabeth (ou seja, o fato de que são pessoas poderosas), os fotógrafos se tornam instrumentos do sistema na cristalização da imagem desses vultos.
Vale a pena ler até os comentários feitos ao texto por leitores da coluna, e as tréplicas de Lenot. Sobre o retrato feito por Annie Leibowitz da rainha Elizabeth 2a (acima), cuja sessão foi registrada em um vídeo que faz parte da mostra, ele aponta:

“Leibowitz não passa de uma ‘funcionária’ de um sistema superior a ela. No vídeo, uma das secretárias da rainha informa que Elizabeth deve aprovar todos os retratos antes de serem divulgados. E Leibowitz pergunta: ‘Então, ela gostou?’. E a secretária, num estilo muito britânico, responde: ‘Não é questão de ela gostar ou não. A rainha simplesmente aprova ou não, sem emitir opinião'”.

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A exposição “Retratos e Poder” (“Portraits and Power — People, Politics and Structures”) fica em cartaz na Strozzina, em Florença, até o dia 23 de janeiro. A mostra reúne trabalhos em foto e vídeo de Tina Barney, Hiroshi Sugimoto, Christoph Brech, Annie Leibowitz, Helmut Newton, The Yes Men e outros artistas.

Mais informações no site da galeria Strozzina.