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Carandiru de luxo

October 31, 2010

“O Hotel Fasano reúne todas as qualidades que nosso velho e querido Carandiru possuía”, declarou Hector Babenco à revista “sãopaulo”, da Folha (31/10/2010). Qual terá sido o perrengue que o cineasta passou no hotel paulistano (com filial no Rio de Janeiro) para se sair com essa? Mais adiante, ele continua: “Como no Carandiru, quem passou por lá quer sempre voltar”.

Minha antipatia pelo lugar não chega a tanto. Mas, pessoalmente, não gosto da maneira como é feito o dry martini no Baretto (bar do hotel), com o gin servido separadamente, num copinho “congelado”. Acho pernóstico. E, como se sabe, o dry martini é tipo o cartão de visitas de um bar. A mim, bastava que seguissem a fórmula imbatível do International Bartenders Association, e que viesse já tudo montado numa taça dupla.

A quem possa interessar, segue a receita:

Dry Martini

8/10 de gim (Tanqueray)
2/10 de vermute seco (Noilly Prat)
Preparar no copo misturador com gelo, coar e servir em taça.
Acrescentar um zest de limão sobre a superfície do coquetel.
Decorar com azeitona com palito.

E nem pense em trocar o gim por vodca ou o Noilly Prat por Martini. O vermute italiano, ao contrário do que pode parecer, não é o ingrediente original do drink. Ele ganhou esse nome DEPOIS que o coquetel já existia e fazia sucesso, justamente para pegar carona em sua fama… Mais informações em “Classic Gin” (Geraldine Coates, Prion Books, 2000).

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