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A morte do sexo

September 14, 2010

O jornal britânico “The Sunday Times” publicou em sua revista dominical do último dia 12 um extenso ensaio da americana Camille Paglia sobre Lady Gaga. A filósofa, que nos anos 90 se debruçou sobre a figura de Madonna —primeiro para cobri-la de elogios, posteriormente para achincalhar a cantora— discorre sobre a figura e a música da nova musa pop e conclui que ela representa “a morte do sexo”.

“Gaga pegou tantas coisas emprestadas de Madonna, que é preciso perguntar-se em que ponto a homenagem vira roubo. Entretanto, a questão verdadeira é que Madonna quando jovem era incendiária. Ela era a verdadeira herdeira de Marlene Dietrich. Para Gaga, sexo é decorativo e superficial; ela é como uma cópia barata de um móvel rococó. O alarmante é que sua geração não sabe a diferença. Seria a morte do sexo?”, pergunta-se Paglia.

Mais adiante, a filósofa chama Lady Gaga de “diva do déja vu”, e a acusa de ter “pilhado” artistas como Cher, Jane Fonda (em “Barbarella”), Gwen Stefani e Pink, bem como musas da moda, como Isabella Blow e Daphne Guinness.

“No lugar da corajosa força de Madonna, o que encontramos em Gaga é uma perturbadora tendência para a automutilação e para a morte”, e conclui: “Os fãs de Gaga foram deixados à própria sorte em uma tecnocracia global de gadgets bonitos e pobreza emocional”.

Conhecida por criar polêmicas, Camille Paglia lançou livros como “Personas Sexuais: Arte e Decadência, de Nefertiti a Emily Dickinson” e “Sexo, Arte e Cultura Americana: Ensaios”.

Leia um trecho do ensaio de Paglia no “Sunday Times”.

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