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Professor da beleza

January 31, 2010
Wikimedia Commons

Chamado por Marcel Proust de "professor da beleza", o conde Robert de Montesquiou (1855-1921) foi um dandy francês que, por sua elegância e vida recatada (quase misteriosa), fascinou seus contemporâneos e foi tomado como inspiração para personagens da literatura, como Des Esseintes ("À Rebours", de Huyssmans) e o Barão de Charlus ("Em Busca do Tempo Perdido", de Proust). Nesse quadro de Giovanni Boldini, de 1897, o conde usa um traje considerado informal para a época: terno acinzentado com paletó e colete de abotoamento duplo, camisa branca com colarinho tipo Gladstone (com as pontas dobradas para fora), laço preto amarrado como plastron e luvas de couro brancas. As calças costumavam ser mais folgadas em cima e afuniladas. Símbolo de status e elegância desde o século 16, a bengala só começou a sair de uso como adereço masculino a partir do início do século 20, quando foi ganhando um caráter mais funcional.

Mais sobre história da vestimenta em “A Roupa e a Moda”, de James Laver.

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