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Man crush

August 23, 2008

Segundo o colunista Simon Mills do “Observer”, suplemento cultural do jornal inglês “Guardian”, a última moda entre os homens é ter uma paixão por outro homem, ou “man crush” (a expressão teria sido criada pelo radialista americano Gregg Henson).

Para Mills, o “man crush” é um tipo de “adoração platônica” que apenas recentemente “ousou dizer seu nome”. Ele dá exemplos de “casais” unidos pelo “man crush”: os inseparáveis Tom Cruise e Will Smith, os poderosos George Bush e Vladimir Putin e os pombinhos mais novos do pedaço, Mike Myers e Justin Timberlake.

Citado pela coluna, o jornalista Michael Musto, do “Village Voice”, explica: o “man crush” pode acontecer entre dois heterossexuais, um heterossexual e um homossexual ou dois gays –ou seja, quaisquer dois homens.

Para Dylan Jones, editor da revista “GQ”, publicação de moda masculina ligeiramente cafajeste, o “man crush” tem a ver com o espírito dos tempos e não dura muito. “Os homens são assim, cruéis”, ele explica. Mills discorda. Para ele, a paixão entre homens é algo “sutil, casto, poético e romântico”…

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E por falar em “man crush”…

Antinoo como a divindade egipcia Osiris

Antínoo como a divindade egípcia Osíris (clique para saber mais)

Está em cartaz no British Museum até 26 de de outubro a magnífica exposição “Hadrian: Empire and Conflict” (“Adriano: Império e conflito”), sobre o imperador romano que governou de 117 a 138 d.C..

A exposição mostra como Adriano estabeleceu sua imagem de governante poderoso e líder militar, e como sua influência se faz sentir até hoje na arquitetura, uma de suas paixões.

Na exibição, além de peças trazidas de sua vila e de seu mausoléu, podem ser vistas descobertas arqueológicas recentes, nunca antes expostas ao público.

A exposição foi embientada na biblioteca do museu, que ecoa a arquitetura de um dos mais importantes prédios da antigüidade, construído durante o governo de Adriano, o Panteão.

Na entrada do salão (hoje coberto por um domo de aço e vidro), uma estátua de Antínoo (acima), amante grego de Adriano, anuncia a exposição. Segundo o “Historia Augusta”, livro que compila a biografia de imperadores romanos de 117 a 284 d.C., quando Antínoo morreu, “Adriano chorou como uma mulher“. Enfim, um “man crush” nada casto…

O British Museum fica na Great Russell Street. A entrada é gratuita para a visita do acervo. O ingresso para a exposição “Hadrian: Empire and Conflict” custa 12 libras e a exposição tem lotação limitada. O museu está aberto todos os dias da semana, das 10h às 17h30. Quintas e sextas, o horário é extendido até as 20h30.

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