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Christiane F., 46 anos, está de volta

August 17, 2008

Vera Christiane Felscherinow, a mítica Christiane F., que aos 13 anos foi “drogada e prostituída”, segundo conta seu livro de 1979, está de volta à mídia. Christiane ganhou há duas semanas a capa do tablóide alemão “B.Z.” ao ser presa e “devolver” a guarda do filho de 10 anos às autoridades alemãs.

Segundo a reportagem, Christiane estaria usando heroína novamente e teria entregue à polícia a criança que estava “seqüestrada” em seu poder, na Holanda, desde o início do ano.

Sensacionalista, o tablóide conta como Christiane teria imigrado para lá com o namorado, e como teria levado ilegalmente o menino, que deverá agora ser entregue aos avós.

O fato é que a própria Christiane sempre admitiu temer recaídas, e, mesmo longe da heroína, sempre consumiu metadona, droga fornecida pelo sistema de saúde estatal para ex-viciados. É claro também que o escândalo é a cultura da hipocrisia, e quem fala em termos de “recaída” para usuários de heroína (e também de cocaína, álcool, cigarro, açúcar, amor bandido) ou bem não sabe do que está falando, ou está se fazendo de tonto.

*****

Algo de que pouca gente se lembra é que Christiane F. também teve uma breve carreira como cantora, no início dos anos 80, e chegou a ter um mini-hit, a canção “Wunderbar” (“maravilhosa”), gravada em 1982, no auge da popularidade do livro “Wir, Kinder vom Bahnhof Zoo” (“nós, crianças da estação do Zoo”, traduzido no Brasil como “Eu, Christiane F., 13 anos, drogada e prostituída”), que a essas alturas até já havia virado filme. A música saiu em um compacto intitulado “Gesundheit” (“saúde”) e tem o bordão sugestivo “ich bin so süchtig” (“estou tão fissurada”), um tanto contraditório para alguém que naquela época dizia estar “limpa”.

Abaixo, um remix de “Wunderbar” feito por Brezel Göhring, do Stereo Total, lançado em compacto 7″, numa tiragem de apenas 300 exemplares (o lado B traz um remix de “Eulogy to Lenny Bruce”, de Nico). É melhor do que o original.

2 comments

  1. Quando eu morrer, me interrem na Lapinha, com uma lápide onde se leia: “e quem fala em termos de “recaída” para usuários de heroína (e também de cocaína, álcool, cigarro, açúcar, amor bandido) ou bem não sabe do que está falando, ou está se fazendo de tonto.”


  2. aaaaaaaaaaaa… amor bandido realmente está na categoria drogas pesadas, assim como comédia romântica e filmes indianos. Não há recuperação total.



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