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Abaixo a cueca!

February 18, 2008

Jorge Mautner é um caso à parte, único, na música pop “experimetantal” brasileira. Acabo de ver um show dele no Sesc Vila Mariana. A generosidade de Mautner como artista ficava evidente no show, ainda mais porque ele e Jacobina dividiam o show com Jards Macalé (aquele compositor que, dizem, não quis musicar “Esse Cara”, porque era coisa de veado). Gente! O Macalé precisa fazer urgente uma operação de adenóide. Ele está roncando acordado! Ele resfolega em vez de respirar! E que mau humor! Obrigou Mautner e Jacobina a terminarem o show com “Com que Roupa”, de Noel: “Foi a música combinada”. E Mautner, rindo: “Mas, Macalé, onde fica o espeço pro inesperado?”. Por isso é que eu digo, Mautner está anos-luz à frente de todos os cuecudos que fizeram parte do finado underground nacional, da Tropicália ao Manguebeat, pelo beco da Vanguarda Paulista, descontadas as diferenças de geração, raça, credo, maisrepressão e serialismo integral. O que mais dá pra dizer? Abaixo a cueca!

Seguem versos de “Salto no Escuro”:

Nosso beijo explode o passado e o futuro
Porque o amor sempre é um salto no escuro…
Ai meu Deus! São José!
O amor sempre é um salto no escuro…

Abaixo, um clipe de “Guzzy Muzzy”, de 74.

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